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Os erros mais comuns ao organizar um evento (e como evitá-los)

Por Ludmila Cott · Cofundadora e Produtora

Depois de centenas de operações, uma coisa ficou clara: os eventos não falham por motivos exóticos. Falham pelos mesmos erros, uma e outra vez. A boa notícia é que justamente por isso são evitáveis: se você sabe quais são, desvia deles antes que aconteçam.

Estes são os mais comuns (e os mais caros) e como evitar cada um.

1. Começar pela festa e não pelo objetivo

O erro raiz, do qual saem quase todos os outros. Começa-se escolhendo o espaço, o catering, a banda, antes de definir o que o evento tem que alcançar. Sem objetivo claro não há como tomar boas decisões nem como saber se o resultado foi bom.

Um lançamento de produto, um congresso e uma confraternização de fim de ano podem parecer parecidos na planilha e não têm nada a ver na execução. O objetivo é o que separa um do outro.

Como evitar: defina primeiro o objetivo e o público-alvo. Todo o resto se decide em função disso.

2. Subestimar a entrada

O evento pode ser perfeito lá dentro, mas se as pessoas levam 40 minutos para entrar, essa é a experiência que elas levam para casa. O controle de acesso é tratado como detalhe de última hora e acaba sendo a primeira lembrança.

Na FILGUA, na Guatemala, foram 90.000 credenciamentos. O que sustenta um número desses não é sorte: é dimensionamento feito antes, com contas na mão.

Como evitar: dimensione os pontos de entrada conforme o público esperado, use QR validado em tempo real e tenha conectividade de reserva. Calcule a entrada, não improvise.

3. Não ter plano B

Cai a luz, a internet falha, chove, um fornecedor não aparece. Não é azar: é o que acontece em eventos. A diferença entre um susto e um desastre é ter previsto o cenário antes que ele chegue.

Como evitar: exija (ou monte) um plano de contingência para os pontos críticos: energia, conectividade, clima, fornecedores-chave. Se a sua produtora não tem resposta para “e se X falhar?”, isso já é um sinal.

4. Escolher mal o espaço

Um espaço pequeno demais gera desconforto e problemas de segurança; um grande demais faz o evento parecer vazio, mesmo com boa presença. E um espaço que não comunica o que a marca quer transmitir trabalha contra você desde a porta.

Como evitar: escolha o espaço depois de definir tipo e escala do evento, nunca antes. A conta começa pelo número de pessoas e pelo tipo de circulação que o evento precisa, não pela foto bonita do lugar.

5. Subestimar os prazos

“A gente monta em três semanas” é a origem de muitos eventos medíocres. Produção séria precisa de tempo: cotar, contratar, coordenar, ensaiar. A pressa se paga com sobrepreço e com coisas que saem pela metade.

Como evitar: entenda quanto tempo leva produzir o seu tipo de evento e comece com margem. Quando a data é inegociável, o que se ajusta é o escopo, nunca o prazo de produção.

6. Dez fornecedores e nenhum responsável

Quando cada parte do evento é tocada por um fornecedor diferente e ninguém coordena, no dia há dez interlocutores e nenhum dono do problema. Os buracos entre fornecedores são exatamente onde os eventos quebram.

Como evitar: centralize em uma produção integral ou, no mínimo, em um responsável único que coordene todos e responda por todos.

7. Não medir nada

O evento acontece, todo mundo diz “ficou ótimo” e não sobra nenhum dado. Assim, o próximo evento começa do zero outra vez, e a discussão de orçamento vira uma questão de opinião.

Como evitar: defina KPIs antes do evento e monte a operação para capturá-los: credenciamentos por hora, permanência, sessões mais cheias, leads gerados.

A conclusão

Nenhum destes erros é sofisticado. Todos se evitam com método e experiência. Se você quer que o seu próximo evento não caia em nenhum deles, conte para nós o que está organizando e produzimos para que saia bem, e para que você possa provar.

Tem um evento? Vamos conversar.

Conte o que precisa e montamos uma proposta. Respondemos rápido.